A Arábia Saudita anunciou a descoberta de 110 milhões de toneladas de minério rico em urânio na região de Medina, divulgada pelo príncipe Abdulaziz bin Salman na Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atômica em Viena. O achado amplia significativamente as reservas domésticas de urânio, reduzindo a necessidade de importação e sustentando a estratégia de expansão da energia nuclear saudita. O aumento da oferta potencial pode pressionar os preços globais de urânio, ao mesmo tempo que a demanda do novo programa nuclear saudita cria demanda adicional por combustível nuclear. Um paralelo histórico é a descoberta de grandes depósitos de urânio no Cazaquistão em 2009, que elevou a oferta mundial e provocou queda de cerca de 30% no preço spot nos 18 meses seguintes. O próximo gatilho será a publicação de detalhes do plano de construção nuclear saudita e os primeiros contratos de compra de urânio; a evolução dos preços do urânio será o termômetro da reação do mercado. No médio prazo (6‑12 meses) a volatilidade do preço do urânio deve permanecer alta, com possibilidade de alta para mineradoras caso a demanda saudita se consolide.
Até 30 de novembro, se a Arábia Saudita publicar detalhes de contratos de compra de urânio, espera‑se que o preço spot suba 5‑8% e UEC registre alta de 6‑10%; se o mercado interpretar a descoberta como excesso de oferta, o preço pode recuar 5‑7% até final de dezembro.
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