O Bitcoin recuperou o patamar de US$77,500, com o XRP apresentando liderança de desempenho entre as grandes criptomoedas, enquanto o mercado precifica em cerca de 66% a probabilidade de uma elevação da taxa de juros pelo Federal Reserve. Este aumento nas expectativas de juros mais altos eleva o custo de capital e reduz a liquidez global, impactando negativamente ativos de risco como Bitcoin, Ethereum (ETH) e empresas de tecnologia (QQQ). Para o investidor brasileiro, um cenário de aperto monetário nos EUA pode fortalecer o dólar frente ao Real (USDBRL), pressionando ativos locais e exigindo cautela. Historicamente, ciclos de aperto do Fed, como o observado em 2022, resultaram em quedas significativas para o mercado cripto, com o Bitcoin perdendo mais de 60% de seu valor. O próximo gatilho será a reunião do FOMC em 16 de setembro, seguida pelos dados de inflação e emprego. No médio prazo, o mercado cripto enfrentará pressão contínua se o Fed mantiver uma postura hawkish, com rallies se tornando oportunidades de venda até uma sinalização clara de pivô na política monetária.
Nas próximas 4-6 semanas, o mercado cripto e as ações de crescimento devem permanecer sob pressão descendente, especialmente se os dados de payroll de 4 de setembro e a decisão do FOMC em 16 de setembro confirmarem a postura hawkish do Fed. Se o Bitcoin não conseguir se sustentar acima de US$77,000, pode testar o suporte de US$75,000, e em um cenário mais pessimista, US$72,000. O principal gatilho para uma reversão seria uma indicação clara de que a inflação está sob controle e que o Fed pode desacelerar ou pausar os aumentos de juros, o que não é o cenário base atualmente.
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