Durigan reitera arcabouço fiscal com ajustes, foco em despesas obrigatórias

Dario Durigan, ministro da Fazenda, declarou nesta quinta-feira (20) que a gestão fiscal de um potencial governo Lula 4 priorizará a manutenção do arcabouço fiscal, com foco em ajustes para controlar gastos obrigatórios e um esforço fiscal de 2% do PIB. Essa comunicação busca sinalizar compromisso com a responsabilidade fiscal, um fator crucial para a percepção de risco-país. A manutenção da disciplina fiscal tem o potencial de reduzir a incerteza, estabilizando a curva de juros futuros e fortalecendo o real frente ao dólar, beneficiando ativos domésticos como FIIs e small caps. Instituições financeiras e agências de rating devem observar a concretização dessas promessas para ajustar suas projeções de risco. Historicamente, períodos de compromisso fiscal claro, como o observado após reformas estruturais em 2016, tendem a gerar descompressão nos juros e valorização de ativos. O próximo gatilho será a apresentação detalhada das propostas legislativas para o controle de despesas e a reação do Congresso. No médio prazo, a efetividade desses ajustes determinará a trajetória da dívida pública e a atratividade do Brasil para o capital estrangeiro.

Análise

Nas próximas 2-4 semanas, o mercado deve reagir positivamente à declaração, com o USDBRL testando R$ 5,10 e os juros futuros de longo prazo recuando. O principal gatilho será a apresentação de medidas concretas para o controle de despesas e a reação do legislativo. No horizonte de 3-6 meses, a capacidade de implementação dessas medidas determinará se a valorização dos ativos domésticos se sustenta ou se corrige para baixo.

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