Ouro em queda com alta do petróleo e dados robustos dos EUA impulsionam juros

O ouro manteve sua queda recente, impulsionado pela alta dos preços da energia e pela divulgação de dados econômicos dos EUA mais fortes do que o esperado. A conjunção de inflação persistente e uma economia resiliente amplifica a probabilidade de o Federal Reserve optar por novas elevações nas taxas de juros, tornando ativos que não pagam juros, como o ouro, menos atraentes. Para o investidor brasileiro, o fortalecimento do dólar pode pressionar o USDBRL para cima, impactando negativamente commodities brasileiras precificadas em dólar e potencialmente elevando as expectativas de Selic para conter inflação importada. Historicamente, em ciclos de aperto monetário do Fed, como em 2004-2006 ou 2017-2018, o ouro tendeu a apresentar performance inferior, com quedas de ~5-10% no curto prazo após cada aumento de juros efetivo. Os próximos dados de inflação (CPI) e de emprego (Payroll, em 2026-10-02) nos EUA serão cruciais para confirmar ou refutar essas expectativas de elevação de juros. No médio prazo (3-6 meses), a trajetória do ouro dependerá da persistência da inflação e da determinação do Fed em manter uma política monetária restritiva, podendo enfrentar mais pressão se os juros reais continuarem a subir.

Análise

Nas próximas 2-4 semanas, o ouro deve permanecer sob pressão, com um teste potencial do suporte em $4280. O principal gatilho será o relatório de Payroll em 2026-10-02 e os dados de CPI subsequentes; se confirmarem a resiliência econômica e inflação, o Fed pode sinalizar mais um aumento de 25bps em sua próxima reunião, empurrando o ouro para $4250.

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