A segunda edição do estudo "O Panorama da Gestão de Reputação Empresarial no Brasil | Edição 2026", produzido pela Knewin, aponta que 98,5% das agências de comunicação e relações públicas são procuradas por clientes em momentos de crise. Adicionalmente, 76,5% dessas agências afirmam conquistar novos clientes especificamente quando empresas enfrentam turbulências. Este comportamento reativo das empresas demonstra uma falha na gestão proativa de riscos de reputação, transformando crises em um gatilho para a demanda por serviços de comunicação corporativa. O mecanismo envolve a valorização da expertise em mitigação de danos e recuperação de imagem. Agências de comunicação e relações públicas se beneficiam do fluxo de novos contratos impulsionado por eventos negativos em outras empresas, enquanto companhias com alta exposição pública ou vulnerabilidade a crises (setores regulados, tecnologia, consumo) são as principais demandantes desses serviços. O aumento da demanda por gestão de crise pode sinalizar um ambiente corporativo mais complexo no Brasil, onde a reputação se torna um ativo financeiro. A notícia não relata a reação de outros agentes do mercado, apenas os dados da pesquisa Knewin. A crise de imagem da Americanas (AMER3) em 2023, por exemplo, gerou intensa demanda por comunicação de crise, ilustrando como eventos negativos podem impulsionar o setor de PR. O próximo estudo da Knewin sobre o panorama da gestão de reputação, previsto para 2027, será um gatilho para monitorar a evolução desse comportamento e a proatividade das empresas. O desfecho dependerá da capacidade das empresas de internalizar a importância da gestão de reputação contínua versus a abordagem reativa, o que impacta o modelo de negócio das agências de comunicação.
A próxima edição do estudo da Knewin, que deve ser lançada em 2027, e os balanços financeiros de grandes empresas que detalham gastos com comunicação e gestão de risco.
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