As eleições em Israel se aproximavam de um resultado inconclusivo nesta quinta-feira (29), com 99,9% das urnas apuradas e nenhum dos dois principais blocos próximos dos 61 assentos necessários para formar maioria no Parlamento. O Comitê Eleitoral Central (CEC, na sigla em inglês) informou que o bloco liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deve conquistar 53 cadeiras, enquanto o bloco de oposição liderado por Gadi Eisenkot, presidente do partido Yashar, deve ficar com 48 cadeiras. Já os dois partidos predominantemente árabes, o Ra’am e Lista Conjunta, devem conquistar, juntos, um recorde de 19 cadeiras, o que os coloca em posição potencial de decidir a formação do próximo governo. Eleitores árabes compareceram em número recorde às urnas na eleição de terça-feira, na esperança de tirar Netanyahu e seus aliados de extrema direita do poder. Na quinta-feira, as autoridades avançaram na contagem dos votos depositados em envelopes duplos, que somam entre 430 mil e 480 mil cédulas. A maior parte pertence a eleitores como militares, presos e diplomatas no exterior, que não puderam votar nos locais designados. A apuração desses votos pode alterar a distribuição final das cadeiras entre os partidos. No entanto, a formação do próximo governo deve exigir dias de negociações, já que nenhum dos blocos tem maioria e os principais partidos da oposição descartaram cooperar com as legendas árabes. Sem um acordo que permita reunir apoio suficiente no Parlamento, o impasse pode prolongar o processo de formação de uma coalizão. Após a confirmação dos resultados, o presidente Isaac Herzog realizará consultas com as facções políticas e indicará o líder que, em sua avaliação, terá melhores condições de formar um governo. O processo pode levar semanas. Caso as tentativas fracassem, Israel poderá ter de realizar novas eleições.
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