A CBOT informou que os futuros de trigo abriram 5 a 7 centavos acima por bushel, marcando a quarta sessão consecutiva de alta, após o preço tocar mínima de sete semanas em 1º de outubro. A principal causa apontada são as perturbações nas rotas de exportação do Mar Negro, que abrigam grandes volumes de trigo russo e ucraniano, combinadas com um ritmo de plantio mais lento nos Estados Unidos, reduzindo a oferta esperada. Esse cenário eleva a percepção de escassez global, pressionando os preços à alta. O dólar, moeda de referência do trigo, pode se fortalecer se a demanda por dólares para compra de commodities crescer. No mercado cripto, o risco percebido pode levar investidores a buscar ativos de refúgio ou a reduzir exposição em ativos de risco, impactando volumes de negociação. Historicamente, interrupções semelhantes no Mar Negro já geraram picos de preço no mercado de trigo, como em 2008, quando a proibição de exportação russa elevou os contratos em cerca de 30 %. O desdobramento futuro dependerá dos relatórios semanais de plantio nos EUA e dos dados de exportação do Mar Negro, que deverão ser divulgados nos próximos dias.
O desfecho dependerá dos relatórios semanais de plantio da USDA, divulgados às terças-feiras, e dos dados de exportação do Mar Negro, que deverão ser publicados nos próximos dias.
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