A Selic em queda livre levanta o debate entre especialistas sobre o momento ideal para abandonar a exposição massiva ao CDI na renda fixa brasileira, buscando alternativas em títulos do Tesouro e crédito privado. Este cenário de juros mais baixos diminui o retorno nominal dos títulos pós-fixados, incentivando a alocação em ativos de maior duration ou prefixados para travar taxas mais elevadas. Historicamente, em ciclos de cortes da Selic, como entre 2016 e 2018 (queda de 14.25% para 6.40%), ativos de maior risco e duration superaram o CDI. O próximo gatilho são as reuniões do Copom, que ditarão o ritmo da flexibilização monetária e consolidarão o cenário de médio prazo.
Nos próximos 3-6 meses, a Selic deve continuar em trajetória de queda, impulsionando a rotação de capital da renda fixa pós-fixada para ativos de maior risco e duration, como ações e FIIs. Gatilhos importantes serão as próximas decisões do Copom e os dados de inflação, que podem consolidar a tese de juros baixos ou gerar volatilidade.
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