A Motley Fool publica uma análise crítica à previsão de Phong Le, CEO da Strategy, de que as ações da MicroStrategy (MSTR) superarão o Bitcoin durante o próximo mercado de alta. O artigo argumenta que a performance da MSTR é influenciada não apenas pela valorização do Bitcoin, mas também por sua estrutura de dívida, prêmio sobre NAV e o desempenho de seu negócio de software, que podem limitar seu potencial de alta relativa. A tese implica que investidores buscando alavancagem no Bitcoin podem encontrar MSTR menos atrativa em relação ao BTC, enquanto ETFs como IBIT oferecem exposição direta sem os riscos operacionais da MicroStrategy. Para o investidor brasileiro, a discussão ressalta a importância de avaliar a forma de exposição ao Bitcoin, podendo favorecer ETFs listados na B3 como HASH11 ou BITH11 em detrimento de ações estrangeiras com riscos adicionais. Em ciclos anteriores, como o de 2021, empresas 'proxy' de Bitcoin tiveram retornos mistos, com algumas enfrentando dificuldades operacionais que diluíram ganhos do ativo subjacente. O próximo mercado de alta do Bitcoin e a divulgação dos resultados trimestrais da MicroStrategy serão gatilhos importantes para validar ou refutar essa tese. No médio prazo, a capacidade da MicroStrategy de gerar fluxo de caixa a partir de seu negócio principal e de gerenciar sua dívida será crucial para justificar seu prêmio de mercado sobre o Bitcoin, ditando sua performance relativa nos próximos 12-18 meses.
Nas próximas 4-6 semanas, se o Bitcoin se mantiver acima de $60.000, a atenção se voltará para a capacidade da MSTR de sustentar seu prêmio. A subperformance de MSTR em relação ao BTC pode se acentuar se o negócio de software não mostrar melhorias no próximo relatório de resultados, esperado para o final de outubro ou início de novembro.
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