O representante de comércio dos EUA, Jamieson Greer, acusou a China de gerar "incerteza" ao segurar exportações de minerais estratégicos, dificultando a extensão do acordo de Busan antes da visita de Xi a Washington. Essa retenção eleva o risco de escassez de terras raras, um insumo essencial para componentes eletrônicos, veículos elétricos e sistemas de defesa. Para o investidor brasileiro, a volatilidade setorial pode refletir em maior correlação entre o IBOV e os índices de tecnologia americana, exigindo atenção ao peso de exportadores de equipamentos. Bancos centrais e agências de comércio dos EUA e da China monitoram o desenrolar, podendo ajustar tarifas ou incentivos a produtores locais. Um caso similar ocorreu em 2019, quando a disputa de terras raras reduziu o preço de ETFs de mineração de minerais críticos em cerca de 15% e elevou as ações de defesa em torno de 4%. O próximo gatilho será a declaração oficial sobre a extensão do acordo nas próximas duas semanas, seguida de possíveis medidas de incentivo à produção doméstica nos EUA. No médio prazo, a situação pode gerar realocação de capital para defensivos e pressão sobre tecnologia até que um caminho alternativo de fornecimento seja definido.
Nas próximas 2‑4 semanas, enquanto as negociações sobre a extensão do acordo avançam, espera‑se que LMT e RTX registrem alta de 3‑5% se o impasse persistir, enquanto NVDA, TSLA e AAPL podem recuar 2‑4% devido ao aumento de custos de insumos.
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