Neel Kashkari, presidente do Federal Reserve Bank de Minneapolis, declarou que a inflação nos EUA é predominantemente impulsionada por fatores de oferta, e não por um mercado de trabalho aquecido, que ele descreveu como 'arrefecido'. Esta perspectiva de um membro influente do Fed sugere uma reavaliação dos principais drivers inflacionários, afastando o foco da pressão salarial. Consequentemente, as expectativas de aumentos agressivos de juros podem diminuir, impactando positivamente ativos de risco e de longa duração. Historicamente, períodos de inflação de oferta, como em 2021-2022, resultaram em volatilidade, mas com uma resposta do Fed que eventualmente levou a um aperto significativo. O próximo gatilho será a divulgação de dados de inflação e emprego, que podem validar ou refutar essa tese. No médio prazo, se a inflação persistir devido à oferta, mas sem pressão salarial, o Fed pode adotar uma abordagem mais paciente, beneficiando ativos de maior beta.
Nas próximas 4-8 semanas, o mercado monitorará atentamente os próximos dados de CPI e payroll para confirmar a tese de Kashkari. Se os dados apoiarem um mercado de trabalho 'arrefecido' e inflação de oferta, espera-se que o DXY (101.35 hoje) teste 100-100.50, enquanto o QQQ ($712.64 hoje) pode buscar $730-740. O gatilho principal será a próxima reunião do FOMC, onde o tom geral sobre os drivers da inflação será crucial.
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