Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, informou à Al Jazeera que o Irã enviou condições aos EUA, via Qatar, para reengajar em negociações e encerrar a guerra, aguardando a resposta de Trump. A potencial de-escalada de tensões geopolíticas no Oriente Médio pode reduzir o prêmio de risco sobre o petróleo e aliviar as interrupções nas rotas de navegação, impactando a oferta global de energia e os custos de frete. Para o investidor brasileiro, uma queda nos preços do petróleo aliviaria pressões inflacionárias e poderia fortalecer o BRL, além de impactar negativamente empresas como a Petrobras na B3. Um paralelo histórico pode ser traçado com o acordo nuclear iraniano (JCPOA) em 2015, que levou a uma breve mas significativa queda nos preços do petróleo e à remoção de sanções, resultando em um aumento da oferta global. O principal gatilho a monitorar é a resposta oficial de Trump, que definirá o próximo curso das negociações e a direção do mercado. No médio prazo, um desfecho diplomático bem-sucedido poderia estabilizar o mercado de energia e impulsionar o comércio global, enquanto o fracasso das negociações manteria a volatilidade e a incerteza.
Nas próximas 2-4 semanas, a volatilidade do mercado de petróleo e defesa será alta, aguardando a resposta de Trump. Se não houver progresso, a pressão de alta sobre o petróleo e ativos de defesa persistirá, com o Brent podendo testar $105-108.
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