Os rendimentos do Tesouro IPCA+ no Brasil caíram para menos de 8%, enquanto os juros dos Treasuries americanos também recuaram, mesmo com Washington ampliando sanções contra Teerã. Esta dinâmica sugere que a aversão ao risco global ou expectativas de flexibilização monetária estão superando o prêmio geopolítico no petróleo. O mercado brasileiro já precifica cerca de 85% de chance de um novo corte da Selic em setembro, impulsionando a busca por ativos de maior risco doméstico. A queda dos juros globais, evidenciada pelos Treasuries, tende a atrair capital para mercados emergentes, como o Brasil, fortalecendo a moeda local. Historicamente, ciclos de queda de juros no Brasil, como o observado entre 2019-2020, impulsionaram o Ibovespa em mais de 30% em 12 meses. O simpósio de Jackson Hole é o próximo gatilho crítico, onde declarações dos bancos centrais podem confirmar ou reverter as expectativas de política monetária, definindo o horizonte para as próximas 4-6 semanas.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado deve se posicionar para a decisão do Copom em setembro e os desdobramentos de Jackson Hole. Se o corte da Selic for confirmado, esperamos valorização do Tesouro IPCA+ (preços) e de setores domésticos como varejo e construção. O USDBRL, atualmente pode testar 5.10 se o fluxo externo se mantiver positivo. Gatilho de volatilidade: qualquer surpresa nas comunicações dos bancos centrais.
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