Acordo de diesel EUA‑Rússia cria fissura no Ocidente

O governo dos EUA firmou um acordo para comprar diesel da Rússia, segundo a ex‑ministra austríaca Karin Kneissl, revelando divergências na postura ocidental contra Moscou. O fornecimento adicional de diesel aumenta a oferta mundial do combustível, pressionando preços à baixa e reduzindo os spreads de refino nos EUA. A ministra Kneissl apontou que aliados europeus criticam o acordo, indicando que a divisão pode levar a ajustes nas sanções e nas políticas energéticas dos parceiros ocidentais. Em 1973, a crise do petróleo elevou os preços do petróleo em cerca de 70%, demonstrando como choques de oferta podem reverter margens de refinarias. O próximo gatilho a monitorar são as declarações do Departamento de Energia dos EUA e possíveis revisões das sanções ao Kremlin previstas para o final de outubro. O desfecho dependerá de se o acordo se expandir, reduzindo preços do diesel e pressionando margens, ou se houver retaliação que limite as importações, mantendo a pressão sobre os spreads.

Análise

Acompanhar as próximas declarações do Departamento de Energia dos EUA e as revisões das sanções ao Kremlin previstas para o final de outubro, que definirão se o fluxo de diesel russo continuará ou será interrompido.

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