O Bitcoin registrou uma queda para US$77.000 após a divulgação de dados do Índice de Preços ao Consumidor (CPI), que indicaram uma probabilidade de quase 70% de aumento da taxa de juros pelo Fed. A expectativa de juros mais altos eleva o custo de oportunidade de manter ativos de risco, como o Bitcoin, e tende a fortalecer o dólar, desvalorizando ativos denominados em outras moedas ou de natureza especulativa. No Brasil, a percepção de um Fed mais hawkish pode levar a uma desvalorização do Real frente ao Dólar, impactando negativamente empresas importadoras e elevando a pressão sobre a Selic. Em 2022, após múltiplos aumentos do CPI e subsequentes altas de juros pelo Fed, o Bitcoin caiu mais de 60% de seu pico, demonstrando a sensibilidade do ativo a regimes de política monetária restritiva. O próximo gatilho a monitorar é a decisão de juros do FOMC em 16 de setembro de 2026, onde a confirmação de um aumento pode intensificar a pressão de venda no mercado cripto. No médio prazo, o cenário para o Bitcoin dependerá da trajetória da inflação e da postura do Fed; um ciclo de aperto prolongado pode manter o BTC sob pressão, com um potencial de estabilização apenas após sinais claros de desinflação.
Nas próximas 1-4 semanas, se o Fed confirmar a alta de juros em 16 de setembro e mantiver um tom hawkish, o Bitcoin ($77.000 hoje) pode testar a zona de suporte de US$75.000, com potencial para US$72.000 se a aversão ao risco se aprofundar. A recuperação dependerá de dados de inflação mais favoráveis e de um pivô na política monetária do Fed.
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