A análise de dados da CoinDesk indica que o Bitcoin (BTC) não é significativamente afetado pelo aumento dos rendimentos dos títulos de dívida no longo prazo. Historicamente, ativos de risco são sensíveis a juros mais altos que elevam o custo de capital, mas o Bitcoin parece operar sob drivers próprios, como adoção de rede e oferta limitada. Durante o período de 2017 a 2018, enquanto o Fed elevava as taxas de juros de 1% para 2,5%, o Bitcoin experimentou um bull run de $1.000 para $20.000, mostrando resiliência à política monetária restritiva. A continuidade do fluxo de capital em ETFs de Bitcoin e a próxima decisão do Fed (payroll em 2026-10-02) serão indicadores cruciais para validar essa tese de descorrelação. No médio prazo, se a narrativa de descorrelação persistir, o Bitcoin pode se consolidar como um componente essencial em portfólios diversificados, com potencial de valorização sustentável.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que o Bitcoin ($83,241) mantenha sua resiliência, potencialmente testando a resistência de $85.000. O gatilho principal será a reação dos investidores institucionais aos próximos dados de inflação e emprego nos EUA, que podem reforçar a tese de descorrelação ou reintroduzir a sensibilidade a juros.
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