Suze Orman afirmou que uma 'variável' específica prejudicou os retornos de compradores iniciais das ações da SpaceX, uma das empresas privadas de maior valor no setor espacial. O mecanismo subjacente implica uma falha na precificação ou na liquidez do mercado secundário para empresas de alto crescimento antes da oferta pública, afetando o capital de risco e o apetite por investimentos similares. Para o investidor brasileiro, o impacto é indireto, influenciando o apetite global por risco e a alocação em fundos com exposição a tecnologia e capital de risco, mas com efeito neutro sobre o BRL e o IBOV. Historicamente, a bolha das 'pontocom' (final dos anos 90) viu inúmeros IPOs com retornos esmagados devido a avaliações excessivas e falta de um modelo de negócios sustentável, como a Pets.com, que perdeu 99% do valor após o IPO em 2000. O próximo gatilho a monitorar é a performance de futuros IPOs de empresas de tecnologia e espaço, especialmente se houver maior transparência sobre as condições de mercado secundário para ações privadas. No médio prazo, a tese de investimento em tecnologia disruptiva pode se tornar mais seletiva, com foco em fundamentos sólidos e caminhos claros para a lucratividade, em detrimento de narrativas de crescimento puras.
O principal gatilho de mudança seria uma declaração mais específica da SpaceX ou de líderes do setor sobre a correção de práticas de valuation ou liquidez.
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