A economia do Irã está sob crescente pressão das sanções internacionais, conforme afirmado por Trump, que descreve um cenário de colapso. Contudo, um ex-conselheiro do banco central iraniano argumenta que, embora haja deterioração, a economia está longe de desmoronar. Este cenário alimenta a incerteza sobre a oferta de petróleo global e a estabilidade regional, elevando o prêmio de risco no mercado de energia. Para o investidor brasileiro, o impacto ocorre indiretamente através da valorização do petróleo e do fortalecimento de ativos de refúgio. Historicamente, sanções a grandes produtores de petróleo, como as impostas à Rússia em 2014 e 2022, resultaram em volatilidade e sustentação dos preços do Brent. O próximo gatilho a monitorar será qualquer nova rodada de sanções ou sinais de escalada militar no Estreito de Ormuz. No médio prazo, a resiliência iraniana pode prolongar o status quo, mantendo o risco geopolítico como fator relevante nos mercados.
Nas próximas 4-6 semanas, a expectativa é de continuidade da pressão sobre os preços do petróleo (Brent em torno de $94.05, com potencial para testar $98-100) devido à persistência das sanções e à incerteza sobre a capacidade de resposta iraniana. Qualquer sinal de escalada ou flexibilização das sanções será um gatilho para movimentos acentuados. No médio prazo (3-6 meses), a dinâmica dependerá da diplomacia internacional e da resiliência interna do Irã, mantendo o setor de energia e ativos de refúgio em destaque.
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