O Bradesco revisou suas projeções macroeconômicas, indicando uma possível queda da Selic em 2026, apesar da expectativa de alta de juros pelo Federal Reserve. A divergência entre as políticas monetárias do Banco Central do Brasil e do Fed reflete a avaliação de riscos externos e o impacto da política monetária doméstica, afetando o diferencial de juros entre as economias. Investidores locais podem ver uma rotação de renda fixa para renda variável e fundos imobiliários, buscando maior retorno, mas enfrentando o risco cambial. Outras instituições financeiras e o próprio Banco Central do Brasil podem reavaliar suas projeções, ajustando-se ao cenário de risco externo e à desinflação local. Em 2018, o Banco Central do Brasil manteve a Selic em 6.5% enquanto o Fed subia juros, levando a uma valorização do dólar frente ao real em cerca de 17% no ano. A próxima divulgação do payroll (NFP) nos EUA em 2026-10-02 e o IPCA no Brasil serão cruciais para confirmar as tendências inflacionárias e de emprego. No médio prazo, o cenário aponta para um real mais volátil e uma busca por ativos com beta doméstico, com a Selic potencialmente atingindo seu piso em 2026 antes de uma possível estabilização.
Nas próximas 4-6 semanas, a expectativa é de continuidade da pressão sobre o Real, com o USDBRL podendo testar R$5.20-5.25. A Selic deve seguir o ciclo de corte, beneficiando setores domésticos de consumo e FIIs. O principal gatilho para uma mudança de cenário seria uma surpresa nos dados de payroll dos EUA em 2026-10-02 ou uma desaceleração da inflação brasileira acima das expectativas.
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