Barrick atrasa Reko Diq enquanto tensão no Oriente Médio eleva petróleo

O Pakistan Minerals Investment Forum, agendado para 8 e 9 de abril no Jinnah Convention Centre, foi convertido em centro de imprensa quando delegações dos EUA e Irã realizaram as primeiras conversas diretas em décadas. O evento foi remarcado para 12 e 13 de novembro, mas o cenário mudou. Em fevereiro, os EUA e Israel lançaram ataques ao Irã, que respondeu fechando o Estreito de Hormuz. O fechamento reduziu o fluxo de petróleo comercial, mantendo o Brent acima de US$100 por barril. Em meio a esse clima, a Barrick Gold anunciou, em 2 de abril, a desaceleração do desenvolvimento do projeto Reko Diq, citando a escalada de incidentes de segurança na região e prevendo revisão até meados de 2027, com risco de aumentos significativos de custos (estimados entre US$ 5,6 bilhões e US$ 6 bilhões). O ministro das Finanças do Paquistão destacou o custo do atraso em reunião com o presidente do Export‑Import Bank dos EUA, que já aprovou US$ 1,25 bilhão para o projeto. O governo da província de Balochistão detém 25 % do Reko Diq, tornando o impasse também um problema político local. O cobre‑ouro produzido no projeto seria transportado por ferrovia até o porto de Karachi para exportação.

Análise

O desfecho dependerá da avaliação de segurança feita pelo governo paquistanês e da decisão sobre a reabertura do Estreito de Hormuz, ambas previstas para ocorrer nos próximos dias, especialmente durante o PMIF em 12 e 13 de novembro.

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