Jeff Currie, executive co-chairman da Abaxx Markets, destaca que a incerteza permanece elevada em relação ao Estreito de Ormuz, indicando que a normalização dos fluxos de petróleo pode não ocorrer até o final de 2026. A dificuldade em manter o cessar-fogo EUA-Irã e a capacidade incerta das nações do Golfo de restaurar a produção sustentam um prêmio de risco geopolítico no preço do petróleo. Esta perspectiva manterá a pressão de alta sobre o BRENT e o WTI, beneficiando empresas como XOM, CVX e PETR4, enquanto penaliza as aéreas como AZUL4 e UAL devido aos custos de combustível. Para o Brasil, o dólar tende a se fortalecer frente ao BRL (USDBRL ↑) com a aversão a risco global, impactando negativamente o IBOV e pressionando a Selic via inflação importada. Bancos centrais podem enfrentar dilemas inflacionários, enquanto o Smart Money provavelmente manterá posições longas em energia e hedge em ouro (GLD), antecipando volatilidade. Historicamente, crises no Estreito de Ormuz, como em 1980-88 (Guerra Irã-Iraque), resultaram em picos de preço de petróleo acima de 100% em seis meses, embora o contexto seja diferente. O próximo gatilho a monitorar será qualquer declaração oficial sobre o cessar-fogo ou dados de fluxo de navios no Estreito, esperado para as próximas 2-4 semanas. No médio prazo, até o final do ano, o cenário aponta para um mercado de petróleo com oferta restrita e preços voláteis, exigindo cautela e diversificação em portfólios.
Nas próximas 4-8 semanas, o Brent ($81.46 hoje) deve permanecer volátil na faixa de $80-90/barril, com picos pontuais acima caso haja novas declarações ou incidentes no Estreito de Ormuz. O principal gatilho de alta seria uma escalada militar, enquanto uma desescalada diplomática poderia trazer o preço para $75-80.
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