O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) do Brasil avançou 0,70% em setembro, superando a projeção de 0,53% do mercado, conforme dados do IBGE divulgados na sexta-feira (25), com a energia elétrica sendo o principal fator de pressão. A inflação acima do esperado eleva a percepção de risco inflacionário, impactando as expectativas para a taxa Selic e, consequentemente, o custo de capital para empresas e o prêmio de risco dos títulos públicos. O Banco Central do Brasil (BCB) provavelmente manterá uma postura hawkish, reforçando a necessidade de cautela no ciclo de flexibilização monetária e sinalizando uma possível pausa nos cortes da Selic. Em 2021, o IPCA-15 também surpreendeu diversas vezes para cima, levando o BCB a um ciclo de aperto monetário prolongado, com a Selic atingindo 13,75% e impactando negativamente o desempenho do Ibovespa. O próximo gatilho relevante será a divulgação do IPCA cheio de setembro, que pode confirmar a tendência de alta e influenciar a próxima decisão do Copom sobre a taxa Selic. No médio prazo (próximos 3-6 meses), a persistência da inflação acima das metas pode forçar o BCB a desacelerar ou até interromper o ciclo de cortes, impactando a recuperação econômica e os múltiplos das ações.
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