O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) está mobilizando uma campanha para a realização do segundo turno na disputa pelo governo do Rio de Janeiro. Ele publicou um vídeo em suas redes sociais em que fala sobre a ação do PSD sobre o caso, que está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF), e pediu que o pleito seja realizado nas eleições suplementares previstas para 6 de dezembro pela Justiça Eleitoral. “Ao longo da última semana eu vi muitas manifestações de diferentes setores da sociedade fluminense exigindo a realização de segundo turno aqui. Hoje eu reinicio junto com vocês, essa luta”, diz o ex-prefeito na publicação. Paes ficou em segundo lugar no primeiro turno com 42,76% dos votos válidos, atrás do governador eleito Douglas Ruas (PL), que teve 49,27%. Porém, quatro dias após o pleito, no dia 8 de outubro, o TSE negou o registro da candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos). A decisão ocorreu após o ex-governador participar de toda campanha e receber 274.411 votos. Com a anulação, o TRE-RJ retotalizou os votos e no dia 10 de outubro decretou a vitória de Ruas, que alcançou 50,88% dos votos válidos, já no primeiro turno. O PSD, partido de Paes, então entrou com uma ação no STF para tentar restabelecer o segundo turno questionando a anulação dos votos de Garotinho. O caso foi distribuído ao ministro do STF Cristiano Zanin, que ainda aguarda a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Advocacia-Geral da União (AGU) para análise. “A decisão do eleitor do Rio no primeiro turno não foi por ele eleger qualquer candidato, foi por ter segundo turno. E a Constituição, gente, é muito clara. Sem maioria absoluta, tem segundo turno”, afirma Paes no vídeo. “E essa não é uma ação sobre uma candidatura, um candidato a outro. É preciso respeitar a vontade das urnas expressas no dia 4 de outubro. E o Rio escolheu ter segundo turno”, prossegue. A vitória para presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem Paes fez campanha, injetou ânimo nos apoiadores do ex-prefeito na busca por uma nova votação no Rio. No segundo turno, Lula virou sobre Flávio Bolsonaro (PL) na capital fluminense. Além disso, o petista teve uma expressiva melhora em todas regiões do Estado como na Baixada Fluminense, recebendo 872 mil votos a mais do eleitorado fluminense no segundo turno. Apoiadores de Paes estão buscando replicar as táticas de mobilização que levaram à vitória do PT no plano nacional, como o canal de Whatsapp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede). Eles criaram o grupo “Exército do Dudu 55”, com mais de 250 mil seguidores, onde compartilham materiais para manter viva a reivindicação pela eleição de segundo turno no estado. Também foi criado um abaixo-assinado, intitulado “Em defesa do voto do povo e pela realização do segundo turno no Rio de Janeiro”, que conta com 314 mil assinaturas. Aliados de Paes, como os deputados Renan Ferreirinha (PSD) e Daniel Soranz (PSD), também vêm usando suas redes sociais para fazer campanha pela realização de uma nova votação no Estado. Já o governador eleito, Douglas Ruas, criticou a ação do PSD em coletiva de imprensa realizada hoje para anunciar seus primeiros secretários de governo. “Em relação à questão de eventuais questionamentos ao resultado proclamado pela Justiça Eleitoral do Brasil, a gente tende a lamentar movimentos que tentam insurgir a população contra a Suprema Corte do nosso país, querendo mudar o resultado já proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Realmente é uma afronta à Justiça Eleitoral”, disse. “Temos a pura convicção de que essa questão está superada e as eleições de 2026 já se encerram em todo o território nacional”, completou.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real