As bolsas de valores europeias encerraram as negociações majoritariamente em alta nesta quinta-feira, 29 de outubro, reagindo à decisão do Banco Central Europeu (BCE) de manter suas taxas de juros inalteradas. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,82%, atingindo 649,43 pontos. Em Frankfurt, o DAX registrou alta de 1,36%, para 26.052,75 pontos, enquanto o FTSE 100 de Londres subiu 0,26%, fechando a 10.722,07 pontos. O CAC 40, de Paris, encerrou estável em 7.970,00 pontos. O BCE manteve a taxa de depósito em 2,5%, apesar de Christine Lagarde ter alertado para riscos de inflação mais alta e menor crescimento, e ter anunciado sua saída antecipada em fevereiro. Projeções da LSEG indicam uma chance de 67% de nova alta dos juros em dezembro. Paralelamente, o sentimento econômico da Zona do Euro caiu mais que o esperado. Nos Estados Unidos, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu acima das projeções no 3º trimestre, e o índice de preços PCE veio em linha com o previsto. A queda do petróleo e a perspectiva de retomada da diplomacia entre Estados Unidos e Irã também contribuíram para o apetite por risco na região. No entanto, o mercado de Madri se destacou negativamente, influenciado por bancos após a divulgação de seus resultados trimestrais. Em Londres, a Shell subiu 1,6% após quase dobrar seu lucro ajustado e anunciar uma recompra de ações de US$ 5 bilhões. Em Paris, a Airbus avançou 2,6% após reafirmar suas projeções, e a TotalEnergies (+1%) reportou forte crescimento do lucro, beneficiada pelos preços de energia e margens de refino. Em Frankfurt, a Adidas ganhou 5,8% após divulgar lucro maior. Em contraste, em Madri, o BBVA perdeu mais de 2,8% devido à queda do lucro em relação ao trimestre anterior, com aumento de custos e provisões, e o Santander recuou 0,4%, estendendo as perdas da véspera após seus resultados.
A decisão sobre a próxima reunião de política monetária do BCE em dezembro, que tem 67% de chance de nova alta de juros segundo a LSEG, definirá a trajetória dos mercados europeus. Além disso, o relatório de emprego dos EUA (payroll (relatório mensal de empregos dos EUA)) em 6 de novembro e a inflação ao consumidor (CPI) em 10 de novembro fornecerão dados cruciais para a precificação de riscos globais que podem afetar indiretamente a Europa. Os próximos balanços corporativos, especialmente dos setores cíclicos e financeiro, também serão determinantes para confirmar ou desmentir o atual otimismo.
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