Ameaças de bomba a redes de TV sucedem falsos alertas sobre voos na Europa

Redações da imprensa de TV na Irlanda e na Bulgária receberam nesta sexta-feira, por email, ameaças de bombas em nome de um autointitulado “Mikhail Andropov”, que assumiu responsabilidade pelos falsos alertas sobre explosivos em voos na Europa ao longo desta semana. Leia também: EUA alertam para 'ameaça cibernética contínua' a sistemas de refrigeração industrial Ameaças falsas de bomba afetam ao menos 27 voos na Europa Ameaças de bombas em voos e a navio de cruzeiro causam tensão na Europa As mensagens foram enviadas para a Nova TV, da Bulgária, e para rede de TV pública da Irlanda, a RTE, que esvaziou os escritórios após o email e interrompeu a programação. O título do comunicado do suposto “Andropov”, sobrenome de um antigo líder soviético dos anos 1980, era “Mensagem ao Ocidente”. O comunicado alega que as ameaças em curso em diferentes pontos da Europa nesta semana são apenas o prelúdio de uma série de ataques a meios de transporte ao longo do continente. Uma ameaça de segurança também foi reportada pela rede britânica Sky. A Reuters não conseguiu averiguar a identidade do remetente da mensagem ou a origem dos emails, ou se tiveram o mesmo ponto de origem e relação com as ameaças anteriores ao tráfego aéreo desde a terça-feira. Mas os emails elevam o grau de tensão na Europa, onde autoridades já vinham chamando atenção para o que seriam “ataques híbridos” atribuídos à Rússia — em campanha de intimidação de Moscou pelo apoio europeu à Ucrânia na guerra que se aproxima de cinco anos, sem solução militar ou diplomática. O ministro de Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, disse que a Europa parece estar sendo alvo de “agressão híbrida”, uma “forma de guerra psicológica”. Ainda nesta sexta-feira, uma autoridade aeroportuária da Itália, sob condição de anonimato, disse que um voo da Wizz Air, de Praga para Roma, foi desviado para Veneza. Como em todos os casos anteriores, inclusive nas instalações de TVs, nada foi encontrado. Em outro desdobramento, caças húngaros escoltaram voos comerciais de Bruxelas para Sófia e de Praga para Bucareste e o Chipre, quando percorriam o espaço aéreo do país. O ministro de Defesa da Hungria, Romulusz Ruszin-Szendi, disse que a Otan, a aliança militar do Ocidente, requisitou patrulhas aéreas na região, no que foi, até aqui, o primeiro relato de envolvimento direto do bloco militar com essas ameaças.

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