O mercado brasileiro voltou a dividir-se sobre a possibilidade de corte da taxa Selic em novembro, após operadoras adotarem tom cauteloso na véspera do primeiro turno das eleições de 4 de outubro. A incerteza surge porque a curva de juros precifica apenas 50% de chance de redução, refletindo dúvidas sobre o impacto da eleição e dos recentes dados de emprego fracos nos EUA. Essa perspectiva afeta principalmente os bancos brasileiros, que se beneficiam de juros mais altos, e os fundos imobiliários, cujos custos de financiamento sobem, pressionando seus valuations. A decisão do Copom, prevista para novembro, será o canal pelo qual a expectativa de manutenção da Selic alta se traduzirá em maiores spreads bancários e menor atratividade dos dividendos de FIIs. Situação similar ocorreu nas eleições de 2022, quando a Selic permaneceu alta, gerando alta nos bancos e queda nos FIIs. O próximo gatilho a observar é a reunião do Copom em novembro, que definirá a trajetória da taxa. O desfecho dependerá da decisão do Copom combinada ao resultado do primeiro turno; corte da Selic impulsionaria FIIs e pressionaria bancos, enquanto manutenção manterá o cenário atual.
A reunião do Copom, prevista para novembro, definirá se a Selic será reduzida; a decisão será influenciada pelos resultados do primeiro turno das eleições em 4 de outubro e pelos indicadores de inflação.
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