Os Estados Unidos são o maior produtor global de etanol, com 62,5 bilhões de litros anuais, superando o Brasil em aproximadamente 74%, que produz 35,9 bilhões de litros. Contudo, a gasolina americana contém majoritariamente 10% de etanol (E10), enquanto a brasileira utiliza uma mistura de 32% do biocombustível. Essa discrepância reflete as diferentes abordagens regulatórias e de mercado para o etanol em cada país, afetando a demanda doméstica e, consequentemente, a balança de oferta e demanda. O cenário impacta diretamente empresas do agronegócio e produtoras de etanol, como Raízen e São Martinho no Brasil, e Archer-Daniels-Midland e Bunge nos EUA. No Brasil, o alto percentual de mistura garante um mercado interno robusto para o etanol, enquanto a menor taxa nos EUA, apesar da alta produção, pode gerar excedentes com impacto nos preços globais. Empresas de petróleo também são afetadas, pois as regras de mistura influenciam a demanda por gasolina pura. O desfecho dependerá da evolução das políticas energéticas e ambientais, bem como da competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis.
As futuras decisões regulatórias sobre a política de biocombustíveis nos EUA, especialmente qualquer revisão da taxa de mistura de etanol na gasolina, e a evolução dos preços do petróleo Brent e do milho.
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