Alvin Hellerstein, importante juiz federal nos EUA envolvido em casos de grande visibilidade pública em quase três décadas de atuação — entre os quais o recente indiciamento em Nova York do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro —, morreu nesta quarta-feira aos 92 anos. Leia também: Após retorno de líder da oposição, presidente interina da Venezuela fala em diálogo com ‘diversas vozes’ Venezuelanos pedem eleições em primeiro protesto nacional em quase dois anos Maduro se diz inocente da acusação de determinar tortura de opositores Indicado ao posto pelo então presidente Bill Clinton, Hellerstein era juiz no tribunal federal de Manhattan desde 1998. De acordo com porta-voz da corte, ele morreu em companhia da família no dia de hoje. Os casos sob análise do juiz devem ser redistribuídos por sorteio para outros juízes da corte de Manhattan. O julgamento de Maduro e da mulher, Cilia Flores, está previsto para junho de 2027. Ambos negaram as acusações de que, enquanto estiveram no poder na Venezuela, facilitaram o tráfico de drogas para os EUA e de que também tenham ordenado a tortura de adversários políticos. Eles foram retirados de Caracas por forças especiais americanas no início do ano. Hellerstein também precisou lidar com uma série de casos envolvendo o presidente dos EUA, Donald Trump. Em 2020, ele determinou que fosse solto o ex-advogado de Trump, Michael Cohen, concluindo que o Departamento de Justiça dos EUA perseguiu o ex-colaborador do presidente em retaliação ao livro que ele escreveu. Muitos anos antes, Hellerstein também esteve envolvido com decisões sobre inúmeras ações civis e imobiliárias associadas aos danos decorrentes dos ataques de 11 de setembro de 2001 ao World Trade Center, em Nova York.
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