O presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não iniciarão ataques ao Irã antes das eleições de meio de mandato em novembro, reduzindo a expectativa de conflito na região. Essa declaração diminuiu o risco de interrupções na oferta de petróleo, levando os preços do petróleo a recuar. A queda dos preços do petróleo impacta diretamente as receitas de empresas de energia que dependem de preços elevados, como grandes produtores internacionais e a Petrobras. Simultaneamente, a redução do custo do combustível beneficia companhias aéreas, que veem melhoria nas margens operacionais. No Brasil, o efeito se traduz em pressão sobre a valorização das ações de energia e potencial alívio inflacionário ao reduzir o custo de transporte. Não há relatos de reações específicas de fundos ou gestores na matéria. Um paralelo histórico pode ser encontrado em 2018, quando declarações semelhantes sobre a política dos EUA em relação ao Irã impulsionaram movimentos abruptos nos preços do petróleo. O próximo gatilho a observar são as eleições de meio de mandato nos EUA em novembro e eventuais novas declarações de política externa, bem como decisões da OPEP+ sobre produção. O desfecho dependerá de se os EUA mantiverem a postura de não agressão e de como o Irã reagirá, definindo se a pressão sobre o petróleo permanecerá baixa ou se retornará ao nível de risco anterior.
A postura dos EUA nas eleições de meio de mandato em novembro e eventuais novas declarações sobre Irã, além das decisões da OPEP+ sobre produção nos próximos meses.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real