A leitura preliminar de outubro mostrou que a inflação na zona do euro alcançou 4%, de acordo com estimativas da CNBC Top. Economistas consultados pela Reuters já esperavam esse nível, que representa um aumento em relação aos 3,8% de setembro. O aumento foi atribuído, em grande parte, ao forte repique dos preços de energia, que subiram para 20,8% frente a 18,9% no mês anterior, refletindo a vulnerabilidade da Europa a choques externos desde o início da guerra no Irã. Entre os 21 países da zona, a Lituânia registrou a maior taxa, 6,1%, enquanto Malta apresentou a menor, 2,3%, mas nenhum chegou abaixo da meta de 2% do BCE. O euro avançou 0,6% frente ao dólar, embora a moeda americana tenha caído frente a outras moedas principais. O rendimento do bund alemão de 10 anos ficou ligeiramente mais alto. O BCE manteve a taxa básica em 2,5% no mês passado, após um aumento de 0,25 ponto percentual em setembro, e o mercado passou a estimar mais de 72% de chance de novo aumento em dezembro.
A decisão do BCE na reunião de política monetária de dezembro de 2026 definirá se haverá novo aumento de juros; o nível da inflação de energia em novembro e dezembro também será crucial para confirmar a trajetória da inflação geral.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real