Nas eleições legislativas americanas de terça‑feira, o Partido Republicano foi derrotado de forma expressiva, permitindo que democratas assumam o controle do Congresso em janeiro. O resultado reforçou a capacidade de fiscalização e de conduzir audiências de confirmação de indicados, mas, segundo analistas citados, não reduz significativamente a autonomia do presidente Donald Trump na condução da política externa. O texto destaca que Trump ainda dispõe de ampla margem para agir em questões internacionais, como Irã, Israel, Ucrânia e China, apesar da oposição democrata que pretende conter o que chama de "caos de Trump". O presidente reconheceu que sua postura contra o Irã contribuiu para a perda de cadeiras republicanas, mas afirmou que não se arrepende da ação e que impedir Teerã de obter armas nucleares é essencial. Democratas acusam os republicanos de conceder ao Executivo liberdade excessiva para autorizar guerras e impor tarifas, enquanto o diretor do Atlantic Council, William Wechsler, ressalta que o Congresso tem pouco poder para impedir o presidente como comandante‑em‑chefe. A porta‑voz da Casa Branca, Anna Kelly, reiterou que as decisões de Trump no exterior não são motivadas por política interna.
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