Moretti defende subvenção a combustíveis contra volatilidade do petróleo

O Ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, declarou nesta segunda-feira (28) que o governo manterá a política de subvenção e desoneração de combustíveis. Essa política é uma intervenção direta na precificação de mercado, visando isolar o consumidor brasileiro da volatilidade dos preços internacionais do petróleo, que são influenciados por conflitos geopolíticos no Oriente Médio. Para o investidor brasileiro, a medida pode conter a inflação de curto prazo, reduzindo a pressão sobre o IPCA e, consequentemente, sobre a taxa Selic; contudo, aumenta o risco fiscal e a percepção de interferência estatal. Historicamente, políticas similares, como as adotadas entre 2011 e 2014, resultaram em perdas significativas para a Petrobras e comprometeram a saúde fiscal do país. O principal gatilho a monitorar é a evolução dos conflitos no Oriente Médio e a cotação do Brent, pois uma escalada pode forçar o governo a revisar a extensão ou o custo das subvenções. No médio prazo, essa política pode gerar um trade-off entre estabilidade de preços e deterioração fiscal, com potenciais impactos negativos na percepção de risco-país e no câmbio (USDBRL, atualmente $5.2200).

Análise

Nas próximas 2-4 semanas, o mercado monitorará a evolução do Brent ($97.69) e as declarações governamentais sobre o custo das subvenções. Se o Brent se mantiver elevado ou subir, a pressão fiscal deve intensificar, com USDBRL testando a resistência de $5.25. Um aumento nos gastos com subsídios pode levar a uma reavaliação negativa dos ativos brasileiros.

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