O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou em sabatina na Câmara dos Representantes dos EUA que a inflação ao consumidor de junho, embora abaixo do esperado, não representa uma "missão cumprida" para o banco central. Essa declaração sinaliza que o Fed manterá sua postura de aperto monetário, ou ao menos de cautela extrema, para garantir a convergência da inflação à meta, mesmo com dados favoráveis. Consequentemente, o dólar (DXY) tende a se fortalecer, enquanto títulos de longo prazo (TLT) e ativos de risco, como tecnologia (QQQ) e criptomoedas (BTC), podem enfrentar pressão de baixa devido ao custo de capital mais elevado. Para o investidor brasileiro, isso implica uma possível desvalorização do real (USDBRL) e a manutenção da Selic alta pelo Banco Central para conter a inflação importada e a fuga de capitais, afetando negativamente ações domésticas como MGLU3. Um paralelo histórico pode ser visto em 2018, quando o Fed de Powell manteve uma postura hawkish, culminando em uma correção de 20% no S&P 500 no último trimestre. Os próximos gatilhos a monitorar são os dados de inflação (CPI, PCE) e as declarações do FOMC, que guiarão a política monetária nas próximas 4-8 semanas.
Nas próximas 4-8 semanas, o mercado deve continuar a precificar a manutenção dos juros em patamares elevados nos EUA, com foco nos próximos relatórios de inflação (CPI, PCE) e no payroll. Se os dados não surpreenderem positivamente, espera-se pressão contínua sobre ativos de crescimento e mercados emergentes, com o dólar mantendo-se forte. O Fed aguardará evidências mais concretas de desinflação antes de considerar qualquer flexibilização.
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