PIB brasileiro cresce em agosto, mas consumo das famílias fraqueja

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou crescimento de 0,5% em agosto, interrompendo dois meses de retração, conforme o Monitor do PIB divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda (19 de outubro)‑feira (19). O avanço foi liderado pela indústria extrativa e pelo setor de serviços, com exportações e consumo do governo contribuindo positivamente. No comparativo anual, o PIB subiu 1,5% e, no trimestre móvel encerrado em agosto, o crescimento foi de 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado, acumulando alta de 1,8% em 12 meses. Apesar da recuperação, o consumo das famílias mostrou sinal de enfraquecimento, crescendo apenas 0,4% no trimestre, a menor expansão desde outubro de 2025, com contribuição quase nula dos serviços. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) avançou 1,6%, impulsionada pela construção, elevando a taxa de investimento para 19,1%. O Índice de Atividade Econômica (IBC‑Br) subiu 0,3% em agosto, em linha com expectativas, mas acumulou queda de 0,6% no trimestre, indicando perda de ritmo. O cenário de juros elevados, com a Selic projetada em 13,25% ao final do ano e inflação esperada acima da meta (5,22% em 2026), ainda limita o ritmo de expansão. O Banco Central, no Relatório de Política Monetária de setembro, manteve projeção de crescimento de 1,8% para 2026.

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