Segundo turno motiva manifestação da CNBB com pedido aos eleitores

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma mensagem aos brasileiros em que defende o voto consciente, o respeito à democracia e a liberdade de escolha dos eleitores às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O documento, publicado na quarta-feira (21), também condena ameaças, pressões e negociações de votos, consideradas práticas incompatíveis com o processo democrático. A manifestação ocorre a poucos dias da votação marcada para domingo (25), quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atual presidente e candidato à reeleição, disputa a Presidência da República com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Sem declarar apoio a nenhum dos candidatos, a entidade católica orienta a população a analisar o histórico político, as atitudes e os compromissos de cada concorrente. : Recebeu ligação do banco sobre um Pix suspeito? Saiba identificar uma possível fraude O que diz a CNBB sobre o segundo turno das eleições? Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital Na mensagem assinada pelo Conselho Permanente da CNBB, os bispos ressaltam que a escolha dos representantes públicos deve considerar não apenas as propostas apresentadas durante a campanha, mas também a trajetória dos candidatos e sua relação com os princípios democráticos. O documento reforça a defesa da Constituição Federal, do Estado Democrático de Direito e do reconhecimento dos resultados legítimos das urnas. Para a entidade, a liberdade de escolha é um elemento essencial da democracia e precisa ser preservada durante todo o processo eleitoral. A CNBB também chama a atenção para a responsabilidade dos cidadãos diante das decisões políticas que influenciam a vida coletiva. A orientação é que os eleitores avaliem quais compromissos podem contribuir para melhorar as condições de vida da população e fortalecer as instituições brasileiras. A íntegra da manifestação pode ser consultada no site oficial da CNBB. Entidade condena ameaças e pressão sobre eleitores Um dos pontos centrais da mensagem é a defesa da liberdade individual na hora de votar. A CNBB afirma que o voto deve ser livre e secreto e classifica como inadmissíveis as tentativas de intimidar eleitores, pressionar suas decisões ou negociar votos. Na prática, a orientação reforça que a escolha eleitoral precisa ocorrer sem coerção. O eleitor deve ter condições de decidir de acordo com suas convicções, sem sofrer ameaças, constrangimentos ou tentativas de compra de apoio. A posição também dialoga com as garantias previstas na legislação brasileira. O artigo 14 da Constituição Federal estabelece que a soberania popular é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos. Já a legislação eleitoral prevê punições para determinadas condutas que comprometem a liberdade do voto, incluindo práticas de corrupção eleitoral e outras formas de interferência ilícita na escolha do eleitor. A caracterização de cada situação depende das circunstâncias e das regras aplicáveis ao caso. Trabalho, saúde e educação aparecem entre as prioridades A mensagem da CNBB também aborda os desafios sociais que, na avaliação da entidade, precisam integrar os compromissos dos futuros governantes. Entre as necessidades citadas estão trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança pública de qualidade. O documento amplia essa lista ao mencionar a preservação ambiental, a garantia dos direitos humanos e a promoção da paz. A entidade defende que o desenvolvimento do país seja acompanhado de condições dignas de vida e de oportunidades para as próximas gerações. Essas referências funcionam como critérios para a reflexão dos eleitores sobre as propostas e a atuação dos candidatos. Em vez de restringir a análise às disputas partidárias, a CNBB direciona a atenção para os resultados que as decisões políticas podem produzir na vida da população. A cobrança também envolve a responsabilidade dos representantes eleitos. A mensagem pede que os compromissos relacionados ao bem comum sejam assumidos com determinação, independentemente de quem vencer a disputa. Responsabilidade dos cidadãos continua após a votação Outro aspecto destacado pela entidade é que a participação democrática não termina quando as urnas são fechadas. Depois da eleição, os cidadãos continuam tendo a responsabilidade de acompanhar as decisões dos governantes, fiscalizar a administração pública e reivindicar direitos. A CNBB relaciona essa participação à necessidade de informação confiável, liberdade de expressão e proteção para pessoas que denunciam injustiças. O diálogo e a crítica responsável também são apresentados como instrumentos para fortalecer a democracia. Na prática, isso significa acompanhar políticas públicas, verificar informações divulgadas por autoridades, cobrar o cumprimento de promessas e utilizar os canais institucionais disponíveis para apresentar reivindicações. A orientação vale independentemente do candidato escolhido. O exercício da cidadania inclui reconhecer o resultado legítimo das urnas e continuar acompanhando a atuação dos representantes eleitos. Segundo turno terá disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro Imagem: Renato Pizzutto/Band A votação presidencial está marcada para domingo, 25 de outubro de 2026. Os candidatos são Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), e Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL). Às vésperas do pleito, a mensagem da CNBB apresenta orientações gerais sobre a participação política, sem recomendar publicamente o voto em um dos concorrentes. O foco está na avaliação dos candidatos, na defesa das instituições democráticas e no compromisso com as necessidades sociais do país. Para o eleitor, a recomendação prática é consultar fontes confiáveis, comparar propostas, verificar o histórico dos concorrentes e considerar como cada candidatura pretende enfrentar os problemas que afetam a população. A entidade encerra sua mensagem com um apelo à superação da indiferença e à construção de uma convivência baseada na verdade, na fraternidade e na paz, recorrendo também à intercessão de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. A manifestação, portanto, vai além do momento da votação: defende uma participação política responsável, a liberdade de escolha e o acompanhamento permanente das decisões públicas. Conclusão A manifestação da CNBB reforça que a escolha dos representantes políticos deve ser feita com responsabilidade, liberdade e atenção às necessidades da população. Às vésperas do segundo turno, a entidade defende que os eleitores analisem as propostas e o histórico dos candidatos, sem ceder a ameaças ou pressões. Além da decisão nas urnas, a participação democrática também exige acompanhar as ações dos governantes e cobrar compromissos assumidos durante a campanha. O post Segundo turno motiva manifestação da CNBB com pedido aos eleitores foi publicado originalmente em Seu Crédito Digital. A reprodução não autorizada deste conteúdo é proibida e monitorada. O post Segundo turno motiva manifestação da CNBB com pedido aos eleitores apareceu primeiro em Seu Crédito Digital.

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