A PEC aprovada no Senado reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, mantendo a remuneração integral e assegurando dois dias de folga. Essa alteração eleva o custo de mão de obra porque as empresas precisarão contratar mais funcionários ou pagar horas extras para manter a produção. Setores como varejo, siderurgia, transporte aéreo e mineração, que têm alta participação de trabalhadores, podem ver suas margens comprimidas. Por outro lado, o aumento de tempo livre pode impulsionar o consumo interno, beneficiando o comércio de bens e serviços. Ainda falta aprovação em segunda votação, o que cria incerteza sobre a data de entrada em vigor. O impacto dependerá da capacidade das empresas de ajustar processos produtivos e da resposta do mercado de trabalho. O acompanhamento de indicadores de custo laboral e de consumo varejista será essencial para avaliar a efetividade da reforma.
A aprovação da segunda votação da PEC no Senado definirá a data de entrada em vigor; acompanhar a data da votação e os relatórios de custo laboral das empresas nos próximos trimestrais será essencial.
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