O assessor da Casa Branca, Hassett, afirmou que a inflação núcleo dos EUA está em conformidade com as metas do Federal Reserve, enquanto projetou uma queda contínua nos preços do petróleo e da gasolina no país. Tal declaração, vinda de uma figura do governo, pode influenciar as expectativas do mercado quanto à trajetória futura da política monetária do Fed, reforçando a tese de um ciclo de juros menos restritivo. Consequentemente, ativos sensíveis a juros, como ações de tecnologia (QQQ) e títulos de longo prazo (TLT), tendem a se beneficiar, enquanto o setor de energia (XLE) pode enfrentar pressão vendedora. Para o investidor brasileiro, um cenário de juros mais baixos nos EUA e dólar enfraquecido pode favorecer o real (USDBRL) e impulsionar o mercado doméstico indiretamente. Em 2015-2016, uma queda acentuada nos preços do petróleo reduziu a inflação global e adiou aumentos de juros, impactando setores de forma similar. O próximo gatilho será a divulgação do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e os comentários de membros do FOMC para confirmar a perspectiva. No médio prazo (próximos 3-6 meses), a sustentação dessa narrativa pode levar a uma rotação de capital de ativos defensivos para de crescimento, dependendo da resiliência da economia global.
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