A cotação do Bitcoin atingiu US$ 84 mil, marcando queda significativa no mercado cripto. O declínio foi associado a duas pressões simultâneas: a elevação dos rendimentos dos títulos de dívida e o aumento dos preços do petróleo. Quando os rendimentos dos títulos sobem, o custo de oportunidade dos ativos sem rendimento, como o Bitcoin, aumenta, levando investidores a migrar para ativos de renda fixa. Paralelamente, o fortalecimento do petróleo costuma elevar a percepção de risco macroeconômico, reduzindo o apetite por ativos voláteis. Essa combinação de fatores reduziu a demanda por Bitcoin, pressionando seu preço para baixo. O efeito se propaga ao mercado de criptomoedas, que acompanha o movimento do principal ativo digital. O próximo ponto de confirmação será a evolução dos rendimentos dos títulos e dos preços do petróleo nas próximas semanas. O desfecho dependerá de se a pressão de juros e energia se mantiver ou recuar.
O desfecho dependerá da evolução dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA (dados de rendimento do 10Y) e do preço do petróleo bruto (relatórios semanais da EIA).
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