Budget britânico busca sustentar crescimento em meio a incertezas

O chanceler John Healey, ex‑secretário de Defesa, está a preparar o orçamento britânico sob rigorosas medidas de segurança, com acesso limitado e promessas digitais de confidencialidade por parte dos ministros. A intenção é evitar vazamentos que, segundo autoridades, teriam desestabilizado a economia após o orçamento anterior. O Fundo Monetário Internacional reconheceu o Reino Unido por se destacar entre os países do G7 ao planejar a redução do endividamento. O crescimento do país tem sido superior às previsões, com 0,6 % no 1º trimestre, 0,5 % no segundo e estimativas de 0,6 % a 0,8 % no 3º trimestre, sendo o ritmo mais rápido nos primeiros oito meses de um ano desde 2017. Contudo, a taxa de inflação subiu para 3,5 % em setembro, acima das projeções, e os indicadores de endividamento também ficaram acima do esperado, o que pode levar o Banco da Inglaterra a elevar as taxas de juros, impactando os pagamentos de hipotecas. Economistas questionam se o orçamento será suficientemente resiliente para sustentar a retomada do crescimento e atender às demandas de custo de vida dos parlamentares, ao mesmo tempo em que assegura a confiança dos investidores.

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