As taxas de juros elevadas foram apontadas por 40% dos empresários como o principal problema enfrentado na construção. O percentual representa um aumento de 3,8 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre e é o segundo maior da série histórica da Sondagem Indústria da Construção, iniciada em 2015 e divulgada nesta segunda-feira (26) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Na sequência, aparece a alta carga tributária, citada por 31% dos empresários, percentual que caiu em relação ao trimestre anterior, quando o entrave foi apontado por 33,6% dos entrevistados. A falta ou o alto custo da mão de obra não qualificada subiu da quarta para a terceira posição do ranking, saltando de 28,6% para 29% das assinalações entre o segundo e o terceiro trimestres. Já o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) da Construção apresentou melhora, com alta de 3,5 pontos, para 49 pontos. Apesar da recuperação, o indicador permaneceu abaixo da linha divisória de 50 pontos, sinalizando que o pessimismo entre os empresários do setor perdeu força, mas ainda prevalece. As condições financeiras da indústria da construção também seguiram desfavoráveis. O índice de facilidade de acesso ao crédito recuou 1,4 ponto, de 39,3 para 37,9 pontos, afastando-se ainda mais da linha divisória de 50 pontos. Resultados abaixo desse patamar indicam dificuldade de acesso ao crédito. A satisfação com o lucro operacional também recuou no período, com queda de 1 ponto, para 40,7 pontos. O índice de satisfação com a situação financeira ficou estável em 45,2 pontos, mas permaneceu abaixo da linha divisória de 50 pontos, indicando insatisfação dos empresários com as finanças dos negócios. Já o indicador de evolução dos preços de insumos e matérias-primas recuou 0,6 ponto, de 66,2 para 65,5 pontos. Apesar da queda, o índice continuou acima de 50 pontos, sinalizando que os empresários ainda percebem aumento nos preços desses itens. O índice de intenção de investimento da indústria da construção subiu 2,2 pontos em relação a setembro, alcançando 41,9 pontos. Apesar da alta, o resultado é o pior para um mês de outubro desde 2020, segundo a sondagem. Já o índice de evolução do nível de atividade da indústria da construção aumentou 0,9 ponto e chegou a 45,6 pontos em setembro, revertendo apenas parte da queda de agosto, quando o indicador recuou 2,6 pontos. A distância para o índice usual do mês diminuiu de 2,9 pontos para 1,8 ponto. Segundo a sondagem, a melhora da atividade foi acompanhada pelo aumento da Utilização da Capacidade Operacional (UCO), indicador que mede a movimentação nos canteiros de obras. O índice subiu 3 pontos percentuais, para 68%. Já o índice de evolução do número de empregados voltou a recuar, com queda de 0,5 ponto, para 45,3 pontos. Por fim, os índices que medem as expectativas para os próximos meses tiveram variação positiva entre setembro e outubro, mas a maioria ainda sinaliza perspectivas negativas, e todos permanecem abaixo da média histórica. O indicador de nível de atividade avançou 3,1 pontos, para 50,1 pontos; o de compras de insumos e matérias-primas subiu 3,9 pontos, para 49,7 pontos; o de novos empreendimentos e serviços aumentou 2,5 pontos, para 48,6 pontos; e o de número de empregados cresceu 0,7 ponto, para 48,7 pontos. Para esta Sondagem Indústria da Construção, a CNI consultou 305 empresas, sendo 120 pequenas, 125 médias e 60 grandes, entre 1º e 13 de outubro. 26/10/2026 16:33:45
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