Em 30 de outubro de 2026, hackers retiraram US$ 6,3 bilhões da corretora Binance, o maior roubo registrado no mercado de criptomoedas. O incidente destaca a fragilidade das proteções de ativos digitais, pois a cobertura de seguros varia de acordo com a forma de armazenamento, o acesso dos invasores e as condições das apólices. A regulação limitada e a volatilidade dos preços das criptomoedas fazem as seguradoras atuarem com cautela, apesar da crescente demanda por proteção contra roubos e processos contra executivos. O mercado global de seguros para criptomoedas atingiu US$ 9,37 bilhões em 2025 e projeta atingir US$ 184,98 bilhões em 2033, de acordo com a Data Bridge Market Research, impulsionado pela adoção institucional e pelo aumento de ataques. Para cobrir perdas, as corretoras contam com indenizações, recursos próprios e fundos de emergência; a Binance criou em julho de 2018 o Secure Asset Fund for Users (SAFU), que em 2026 continha cerca de US$ 1 bilhão em bitcoin. As apólices de seguros para ativos digitais incluem exclusões que podem impedir o pagamento de indenizações, como oscilações de preço, fraudes pelo segurado e negligência na gestão das chaves. A maioria dos seguros tradicionais contra crimes e ciberataques não cobre perdas com criptomoedas, pois foram concebidos para proteger bens tradicionais como dinheiro, títulos e metais.
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