As bolsas asiáticas fecharam sem coesão em 4 de setembro, com o mercado acionário japonês registrando uma alta de mais de 1% e interrompendo uma sequência de quedas, impulsionado por ações de tecnologia e fabricantes de componentes eletrônicos. A valorização foi atribuída à redução das expectativas de aumento das taxas de juros nos EUA, após declarações de um dirigente do Federal Reserve, o que aliviou a pressão sobre ativos de risco e empresas de crescimento. Isso pode gerar um alívio temporário para ETFs como EWJ (Japão) e ações de semicondutores como 8035.T (Tokyo Electron) e 6981.T (Murata Mfg), que se beneficiam de juros mais baixos e maior apetite por risco. Para o investidor brasileiro, o sentimento de "risk-on" decorrente de juros mais estáveis nos EUA pode se traduzir em menor pressão sobre o USDBRL e potencial entrada de capital em ativos de risco como o IBOV, embora a volatilidade local persista. Historicamente, a incerteza sobre a política monetária do Fed, como visto em 2018 com a "pivot" de Powell, levou a ralis de curto prazo em mercados emergentes e tecnologia, seguidos por reversões quando a realidade inflacionária se impôs. O próximo gatilho crítico será a decisão de juros do FOMC em 16 de setembro, que pode solidificar ou reverter as expectativas atuais, e o relatório de Payroll dos EUA em 2 de outubro. No médio prazo, a persistência da inflação nos EUA ou uma postura mais hawkish do Fed podem rapidamente dissipar este otimismo, reintroduzindo pressão sobre ativos de crescimento e mercados emergentes.
Nas próximas 1-2 semanas, o mercado asiático, especialmente Tóquio, pode manter um leve ímpeto positivo, com o EWJ buscando romper a resistência de curto prazo, ancorado pelas expectativas do Fed. No entanto, o risco de correção é elevado antes da decisão do FOMC em 16 de setembro, que é o principal gatilho para confirmar ou dissipar o otimismo atual, e o Payroll de 2 de outubro também será crucial.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real