A Alphabet, controladora do Google, registrou lucro líquido de US$ 26,17 bilhões no terceiro trimestre, o que representa uma queda de cerca de 25,2% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Diluído por ação, o lucro passou de US$ 2,87 para US$ 2,12. Na mesma base de comparação, a receita avançou 25%, para US$ 127,58 bilhões. Segundo a companhia, no terceiro trimestre de 2026, o efeito líquido da perda com títulos de participação acionária de US$ 8,7 bilhões reduziu a provisão para o lucro líquido e o lucro líquido diluído por ação ordinária em US$ 6,7 bilhões e US$ 0,55, respectivamente. Os resultados trimestrais vieram abaixo das projeções do mercado. Para o terceiro trimestre, analistas de Wall Street projetavam lucro por ação de US$ 3,03, alta de 6%, com a receita avançando 25%, para US$ 127,9 bilhões. A divisão de busca do Google registrou um faturamento de US$ 63,35 bilhões no primeiro trimestre, um crescimento anual de 12%, abaixo dos US$ 64,87 bilhões esperados pelo mercado. Já a receita do YouTube subiu 9,2% em um ano, para US$ 11,21 bilhões. Por outro lado, o faturamento do Google Cloud, que inclui as iniciativas da inteligência artificial (IA) da companhia, avançou 102,6%, para US$ 30,71 bilhões. O mercado projetava uma receita de US$ 29,15 bilhões. “Tivemos um trimestre forte e agora estamos em uma taxa de receita anualizada de meio trilhão de dólares. Nossa abordagem profunda e completa (full stack) está gerando impulso em toda a empresa, com as receitas da Alphabet crescendo 25% em relação ao ano anterior”, comenta Sundar Pichai, diretor-presidente da Alphabet, em carta aos acionistas. “As receitas do Google Cloud cresceram 103%, impulsionadas pela enorme demanda por nossa infraestrutura e soluções de IA. Também estamos vendo uma forte demanda por nossos sistemas TPU em uma ampla gama de clientes.” Sede da Alphabet, a controladora do Google, em Mountain View, Califórnia David Paul Morris/Bloomberg
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