O Banco Popular da China (PBoC) registrou o maior aumento em suas reservas de ouro desde 2023, com a aquisição de 650 mil onças (aproximadamente 18 toneladas) em agosto, conforme dados divulgados na última segunda-feira. Essa movimentação estende para 22 meses consecutivos o ciclo de compras do PBoC, elevando o total das reservas para 76,8 milhões de onças da commodity. O mecanismo por trás dessa demanda institucional reflete uma estratégia de desdolarização e hedge contra incertezas geopolíticas e econômicas globais. Para o investidor brasileiro, o movimento pode influenciar o câmbio (BRL) e o interesse em ativos correlacionados a commodities. Em 2022 e 2023, compras recordes de bancos centrais impulsionaram o ouro a máximas históricas acima de $2.000/onça, servindo como paralelo histórico. O próximo relatório de reservas do PBoC e decisões de política monetária global serão gatilhos cruciais a monitorar. No médio prazo, essa tendência sugere um piso elevado para o ouro, com implicações para a composição das reservas globais.
A demanda sustentada do PBoC deve manter um piso para os preços do ouro ($4476.60), com potencial para testar novos picos acima de $4.500 nas próximas 4-8 semanas, especialmente se a desdolarização ganhar força ou houver escalada geopolítica. O próximo relatório de reservas do PBoC será um gatilho chave para monitorar a continuidade dessa tendência de compra.
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