O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou projeção que aponta recuo entre 12% e 14% nas importações brasileiras de fertilizantes em 2026, ainda que a área cultivada cresça 2,3% na safra 2026/27. Segundo o analista Ferreira, o país deve encerrar o ano com cerca de 40,2 milhões de toneladas importadas, 5,3 milhões a menos que em 2025, quando o volume chegou a 45,5 milhões de toneladas. A estimativa, baseada em dados acumulados até a terceira semana de outubro, indica que a queda pode chegar a 13% ou 14% se o ritmo permanecer abaixo do observado em 2025. Mais de 85% das matérias‑primas usadas na produção de fertilizantes são importadas. Entre 2021 e 2023, o preço médio da tonelada ultrapassou US$ 700, dobrando os US$ 340‑US$ 350 anteriores ao conflito Rússia‑Ucrânia; em 2026, o preço médio voltou a cerca de US$ 350. O terminal do Porto de Paranaguá, que respondeu por 25% das importações em 2024, caiu para 22% em 2026, refletindo maior participação dos portos do Arco Norte. O cenário sugere planejamento técnico e uso de agricultura de precisão para ajustar doses e reduzir desperdícios.
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