A prévia da inflação brasileira veio acima do esperado, indicando persistência nas pressões de preços, enquanto os juros nos Estados Unidos alcançaram novas máximas, elevando o custo de capital global. O mecanismo econômico reside na pressão inflacionária doméstica que limita a flexibilidade do Banco Central para cortar a Selic, e na atratividade dos títulos americanos, que puxam o capital de mercados emergentes. Um paralelo histórico pode ser visto em 2018, quando a elevação dos juros do Fed e a inflação doméstica limitaram a queda da Selic, resultando em desvalorização do BRL em aproximadamente 17% e volatilidade no Ibovespa. O próximo gatilho a monitorar é o payroll dos EUA em 2 de outubro, que pode reforçar a tese de juros altos ou suavizá-la, e a próxima reunião do Copom para decisão da Selic. No médio prazo, a persistência da inflação no Brasil e a política monetária restritiva dos EUA configuram um cenário desafiador para a renda variável brasileira, com volatilidade e seletividade nos investimentos.
Nas próximas 4-6 semanas, o USDBRL ($5.1958) pode testar a faixa de R$5.25-R$5.35 se os dados de inflação continuarem a surpreender negativamente ou se o payroll dos EUA (2 de outubro) vier forte.
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