Nesta quinta‑feira (1) a curva de juros futuros registrou alta firme, com os contratos de longo prazo subindo mais de dez pontos‑base, sinalizando expectativa de juros mais elevados. O avanço ocorreu em meio à ansiedade do mercado antes do primeiro turno das eleições gerais, que traz incerteza política e econômica. Agentes apontam que a alta foi impulsionada mais por fatores eleitorais do que por indicadores de inflação ou política monetária. Esse cenário eleva o custo de capital para empresas, reduzindo o valuation de setores sensíveis a juros e ao mesmo tempo ampliando a margem de juros dos bancos. Os fundos imobiliários, que dependem de captação a juros baixos, podem sofrer pressão nos seus dividendos. O próximo ponto de atenção será a divulgação da decisão do Copom sobre a taxa Selic e os resultados do primeiro turno, que definirão se a tendência de alta dos juros se mantém.
O que define o desfecho são os resultados do primeiro turno das eleições gerais em outubro e a decisão do Copom sobre a taxa Selic na reunião de 15/10, que confirmarão se a alta dos juros futuros se mantém.
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