O Office of Foreign Assets Control do Tesouro dos EUA revogou a General License X em 7 de julho, eliminando a autorização para transações com petróleo, petroquímicos e produtos petrolíferos iranianos, que antes se estendia até 21 de agosto. A nova General License X1 permite apenas transações de encerramento até 17 de julho, às 00:01 ET. Esta restrição iminente à oferta já fez o petróleo Brent fechar a US$74.16 e o WTI com alta de 5%, impactando diretamente os custos de energia globalmente. A escassez de oferta de petróleo iraniano, um dos principais produtores, tensiona o balanço global de oferta e demanda, elevando o prêmio de risco geopolítico. Para o investidor brasileiro, a alta do petróleo pressiona a inflação e pode afetar o BRL, além de impactar diretamente empresas como PETR4 e prejudicar companhias aéreas locais como AZUL4. Em 2018, sanções americanas similares contra o Irã levaram o Brent a superar US$80, ilustrando a sensibilidade do mercado a tais medidas. O principal gatilho a monitorar é a data de 17 de julho, quando a interrupção das transações iranianas se tornará plena. No médio prazo, a persistência das sanções pode manter os preços do petróleo elevados, impactando a inflação global e as decisões de política monetária dos bancos centrais.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado de petróleo deve permanecer volátil, com o Brent ($78.51 hoje) podendo testar a faixa de US$82-85 por barril, especialmente após o prazo de 17 de julho. O principal gatilho de alta seria uma falha na compensação da oferta iraniana. Para o médio prazo (3-6 meses), a manutenção das sanções pode sustentar preços elevados, pressionando bancos centrais a manterem políticas monetárias mais restritivas.
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