IGP-M sobe 1,47% na segunda prévia de setembro, informa FGV

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) subiu 1,47% na segunda prévia de setembro, conforme dados da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), contrastando com a queda de 0,36% registrada na segunda prévia de agosto. O principal fator por trás dessa aceleração foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% do IGP-M e avançou 1,95%, revertendo uma deflação de 0,50% no mês anterior. Este repique nos preços ao atacado sinaliza uma intensificação das pressões de custo para as empresas, que tendem a repassá-los para o consumidor final. Para o investidor brasileiro, este cenário aumenta a probabilidade de o Banco Central manter a taxa Selic em patamares elevados por mais tempo, fortalecendo o real e penalizando o Ibovespa no curto prazo devido ao custo de capital. Bancos centrais globais, já cautelosos, monitorarão dados de inflação emergentes para calibrar expectativas sobre o ciclo de juros. Em 2021, altas expressivas do IGP-M forçaram o Banco Central a iniciar um ciclo agressivo de elevação da Selic, impactando diretamente o valuation de ativos de risco. O próximo gatilho será a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e do IPCA cheio para setembro, confirmando a tendência de aceleração. No médio prazo, a persistência da inflação de produtor pode comprimir as margens das empresas ou ser repassada integralmente, impactando o poder de compra e o crescimento econômico.

Análise

Nas próximas 2-4 semanas, o mercado monitorará atentamente os próximos dados de inflação (IPC e IPCA) para confirmar se a alta do IGP-M é um ponto fora da curva ou o início de uma tendência mais persistente. Se os dados confirmarem a aceleração, o Banco Central poderá sinalizar uma postura mais hawkish, mantendo a Selic em patamar elevado ou revisando o plano de cortes, gerando volatilidade nos ativos de risco.

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