Uma pesquisa recente do Channel 12 de Israel revelou que 58% dos entrevistados avaliam o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu negativamente, enquanto apenas 38% o veem positivamente, refletindo uma perda significativa de confiança pública no governo. Essa impopularidade, estendida a ministros como Smotrich e Ben-Gvir, aponta para um cenário de crescente instabilidade política e potencial paralisia de políticas. O mecanismo econômico primário é o aumento do prêmio de risco sobre ativos israelenses, devido à incerteza sobre a governabilidade e a capacidade de resposta a crises. Consequentemente, espera-se pressão de venda sobre o ETF de Israel (EIS) e o Shekel israelense. Para o investidor brasileiro, o impacto é indireto, via aversão global ao risco e possível alta em commodities como o petróleo, mas sem efeito material no IBOV ou Selic. Paralelos históricos incluem o referendo do Brexit em 2016, que gerou forte queda da libra esterlina e incerteza de longo prazo. O principal gatilho a monitorar é a iminente eleição, que pode redefinir o panorama político. No horizonte de médio prazo, a persistência do impasse político pode levar à paralisia legislativa e a um ambiente de negócios desafiador.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se alta volatilidade nos ativos israelenses, com o Shekel sob pressão e o EIS ($XX.XX hoje) podendo testar níveis de suporte inferiores. O principal gatilho de curto prazo será a formação de um novo governo pós-eleição. No médio prazo (2-3 meses), a capacidade do novo governo de implementar políticas e gerir crises definirá se haverá uma recuperação gradual ou um aprofundamento da instabilidade econômica.
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